Uma conversa informal, um cafezinho no fim da tarde, pães quentinhos com manteiga, uns biscoitos e sem que agente perceba conversamos de um tudo: política, economia, doutrina, futebol, as novidades da semana, o filme que vai passar, a chuva de ontem, aquecimento global, etc. Somente, uma discussão amigável e informal sobre grandes temas e temas banais.

BEM-VINDOS

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Chapolim Colorado em Acapulco

Pensei muito no que iria postar no Cafe com pão e discussão, pensei tanto que há semanas não posto nada. A verdade é que estou tão decepcionada com a igreja que toda vez que sento pra escrever não me outras palavras se não desabafo e denúncia, mas não quero que este blog tenha esse tom melancólico. Então, vamos deixar um pouco de lado esse tema, entregar nas mãos de Deus, e rir um pouquinho pra levantar o ânimo!





Não contavam com minha astúcia!

domingo, 18 de março de 2012

Igreja em Pânico: 5 coisas de que tenho medo...

Alimentar fobias e paranoias é insano, mas um pouquinho de medo faz parte da vida. Todos temos medo. O medo é um mecanismo de defesa natural que nos impede de ir de encontro ao perigo, de por em risco nossa própria segurança, nos faz refletir melhor, nos ajuda a prever as consequências e sermos mais responsáveis.

Quanto mais observo a igreja institucional (com i minúsculo), mas percebo coisas que julgo serem muito muito perigosas, coisas que longo prazo podem colocar em xeque a segurança espiritual da própria igreja. Não quero aqui fazer nenhum juízo de valor, não quero concordar nem discordar, não quero acusar ninguém, não quero defender teses, elaborar grandes discursos. Quero apenas listar algumas coisas que tenho observado no meio da igreja e que sinceramente me deixam por assim dizer, receosa, meio sismada, e não me atreveria a chegar muito perto.

1) Tenho medo de programa evangélico na televisão. Já percebeu como hoje em dia todo mundo quer ter um horário na televisão. O que antes era o carro-chefe das neo-pentecostais já contagiou até as reformadas. Todo mundo quer ter um programa na televisão. Não posso dizer que seja certo ou errado, mas me questiono quanto custa um horário na TV aberta e como esse dinheiro poderia ser mais bem empregado no socorro aos orfaos e viuvas, no plantio de igrejas, escolas, etc. Não acho que a proposta do evangelho seja pescar em grandes redes (o trocadilho ficou interessante) mas sim aquela pesca de anzol, onde se gasta um tarde inteira para pegar um peixe, mas agente sabe que valeu a pena.

2) Tenho medo de ouvir a música gospel nas padas do sucesso. Seguindo o exemplos dos pastores "Silvio Santos", a classe musical, que tão orgulhosamente e equivocadamente de autodenomina "levitas" estão ávidos por ganharem as telinhas. Participam de shows de calouros, participam do faustão e fazem mega show e fim de ano. Que mal tem nisso? Não sei dizer a longo prazo, mas a curto prazo não gosto de vê o sagrado e o profano se revirando no mesmo caldeirão, não acredito que Deus seja glorificado quando ímpios cantam músicas que falam levianamente do seu santo nome, seria um bom exemplo de quebra do 3o mandamento? Todo esse capitalismo e esse glamur do show bines é de arrepiar.

3) Tenho medo dos altos salários pastorais. Ah e põe medo disso. Sei que a Bíblia diz que o trabalhador é digno do seu salário, que quem vive do evangelho deve sustentar-se pelo evangelho e que este deve viver dignamente. Sei tambem que o homem que escreveu isso costumava fabricar tendas para se manter. Penso que o mensageiro do Senhor deve viver com dignidade, mas penso também que os altos pisos salariais estão atraindo uma cambada gente sem chamado e sem preparo para o ministerio, quem pode negar que um seminário é bem mais ligth que uma faculdade. E não quero entrar no mérito do quanto trabalha um obreiro, isso aí da medo só de pensar.

4) Tenho medo da nova geração teens. Eu não sei vocês, mas se um Emo assusta, um Emo gospel é pra sair correndo. Não tenho visto muita diferença entre os adolescentes da igreja e os adolescentes do mundo. Meninhas vulgares, andando feito prostitutas, rapazinhos cabeça de vento com carinha de afeminados (mesmo que nao sejam gays). E o que me assusta nisso tudo é que parece que ninguem tá vendo, não sei que desmantelo tão grande aconteceu nos departamentos infantis de uns 10 anos atras, mas o estrago agora é que tá aparecendo.

5) Tenho medo da criação das crianças. Por falar nisso, nada me assusta mais do que o que estão fazendo das crianças. Quando vejo um gurizinho na igreja com uma blusinha do Bem10 eu penso, só pode ser brincadeira! Não é de estranhar que os adolescentes estejam tãaaaaaooooooo caóticos. Ninguem liga pra o que as crianças assistem na TV, é todo tipo de bruxaria e violencia, pornografia e imoralidade. Criancinhas andando como adultas, meninos chamando palavrão. E, oh Deus nao quero nem pensar no desastre que andam as escolas dominicais, foi-se o tempo em que agente aprendia alguma coisa na EBD. Não sei onde isso vai parar, mas dá pra ter uma ideia, e pensando bem nao é nada bom.

Bom, ter medo é natural, nos afasta do perigo, insano mesmo é ver que alguma coisa é perigosa e seguir naquela direção sem nem sequer investigar um pouco mais. Não sei o que será da igreja institucional, temo pelo seu futuro, não temo pela Igreja, santa e imaculada do Senhor, esta irá para a gloria, mas quanto mais uma se distanciar da outra, menos esperança haverá para aquela.

Que Deus nos ajude!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Aprendendo a esperar

Sabe como deixar uma pessoa inquieta em menos de 1 minuto? Peça que ela espere 1 minuto! Simplesmente não sabemos esperar. Acho que somos a geração mais imediatista que já houve na história. Queremos tudo já. Nossos prazos são para ontem, queremos respostas imediatas, soluções a curto prazo. A geração da informação automática, dos torpedos e Twitter  do aqui e agora. Somos inquietos, apressados e por natureza impacientes, hiperativos e acelerados. E por isso, acho que, para minha geração, não há tortura maior que esperar.

Entretanto, tenho percebido algo: DEUS NÃO ESTÁ COM PRESSA! Logo, se quisermos nos relacionar com Deus temos que aprender a esperar e esperar com paciência, as vezes com muito muita paciência. "Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor." (Salmos 40:1). O salmista Davi teve sua prece respondida e sua causa resolvida mas certamente não no tempo em que ele desejava, entre a sua súplica e o inclinar-se do Senhor houve uma longa espera.

As vezes parece que Deus está decidido a nos fazer esperar. Parece que propositadamente Ele segura o passo, desacelera e mesmo sabendo que Lázaro está enfermo ele se detém mais dois dias (João 11) e as vezes parece que já é tarde de mais, o doente já está sem vida.

Mas a verdade é que Deus não se demora pois para ele nunca é tarde de mais, mesmo já sepultado há quatro dias, Lázaro ainda pode vir para fora. Deus não se atrasa, não tarda, Ele sempre age no tempo certo, mas o tempo de Deus não é o nosso tempo, por isso somos convidados por Ele a esperar, mas não esperar impacientemente em angustia e desespero, mas esperar com paciência no Senhor, descansar a sombra do onipotente, deleitar-se em suas promessas.

Deus não cederá aos caprichos de nosso imediatismo, ele não exitará em dizer-nos "que tenho eu contigo, ainda não é chegada a minha hora" pois ele não agirá enquanto sua hora não houver chegado. Assim como às árvores foram designadas para darem seus frutos na estação determinada e terra aguarda a estação da chuva, devemos aguardar e aprender a esperar pois "há tempo para todo propósito debaixo do sol" (Ec. 3).

É fácil? Não! Mas se tivermos de esperar e certamente teremos, é bem melhor esperar em Deus.

sábado, 3 de março de 2012

Coisas de menino

A Bíblia nos ensina que quem não se tornar como uma criança não pode ver o Reino de Deus, pois delas é o Reino dos céus. Ao usar a figura de linguagem "criança" não tenho dúvidas de que Jesus se referia ao aspecto mais marcante dos pequeninos: a pureza! Para se achegar a Deus é indispensável ter um coração puro, humilde, sincero como o de uma criança. O problema começa quando as pessoas vão além e insistem em parecer com crianças não apenas no seu aspecto moral mas em tudo! O nome disso é infantilidade.

Não podemos nos esquecer que apesar da pureza infantil, as crianças são também imaturas e pela inexperiência da tenra idade são muitas vezes irresponsáveis e inconsequentes. Crianças são teimosas e birrentas, precisam ser disciplinas, ensinadas e desde cedo aprender a ter limites ou serão adultos insuportáveis. Quando Jesus ensinou seus discípulos a serem como crianças, certamente não se referia a este aspecto. O cristão deve ter a simplicidade de uma criança, mas não pode ser ingênua como os pequinos, aos contrário, Jesus nos advertiu que fôssemos simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes (Mt 10:16).

Todavia temos presenciado no meio evangélico exatamente o contrário: pessoas maduras como crianças e puras como o mais devasso dos homens. Não vou falar sobre a malicia e impureza que toma as igrejas, isso seria tema de outra postagem, por hora me deterei no primeiro aspecto, a imaturidade e infantilidade que se instala nos crentes de nossa geração e permitam-me desabafar, especialmente entre os jovens.

Entediada e muitas vezes revoltada vejo uma geração de jovens se surgir em nossas igrejas como nunca antes se tinha visto. São jovens adultos, maiores de idade, muito universitários, que deveriam a meu ver ter a cabeça no lugar, os pés no chão, responderem por seus atos e serem donos de seus narizes. Mas ao inves disso o que vejo são jovens mimados que insistem em se comportar adolescentes irritantes, filhinhos de papai, que não tem responsabilidades na vida e acham que o evangelho é água com açúcar e vida cristã é ôba ôba!

É hora de crescer! Assumir responsabilidades. Cultuar a Deus de verdade e não brincar de cultinho no sábado à noite. Chega de "literatura pra jovem!", "música pra jovem", "programação pra jovem", entendo que se faça isso pra criança, pois estao em fase de formação e precisam obter informação direcionadas para sua faixa etária, mas um marmanjo de 18 anos? Tenha santa paciência! Jovem tem que ler a bíblia de verdade, e aprender o que é certo e errado, tem que se comportar na igreja como todo mundo e cultuar a Deus com reverencia. Chega de amortizar o evangelho pra essa galera, tá na ora de dizer que pecado é pecado e que Deus é Santo!

Como disse o apóstolo Paulo: "Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando cheguei a ser homem, deixei para trás as coisas de menino" (I Co. 13:11). Jovens Cristãos, deixem para trás as coisas de meninos! Chega de tanta menince na igreja, chega de tanta lesera misturada ao culto sagrado! É preciso se aprofundar nas riquezas da profundidade do conhecimento de Deus. Amadurecer a linguagem e o comportamento.

Conservemos o entusiasmo dos jovens, a pureza das crianças, mas sejamos adultos plenos! Maturidade e responsabilidade, seriedade e compromisso, ou alcançamos esses valores ou seremos eternamente crianças irritantes que não aceitas ser contrariadas, corrigidas. É hora de crescer!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Eu quero agradecer primeiramente a Deus...

"Eu quero agradecer a Deus..." Essa foi a única frase que não se ouviu na 84a entrega do Oscar ocorrida no último domingo dia 26 em Los Angeles, EUA, transmitido ao vivo pela TNT.

A premiação mais esperada do cinema mundial reuniu as maiores celebridade da sétima arte. Do glamouroso tapete vermelho que ostentava vestidos exuberantes às piadas sem graça de cada apresentador foi um verdadeiro espetáculo.

Grandes filmes, grandes atores, produtores e diretores. A maioria dos indicados fez juz à indicação e a maior parte dos prêmios foram muito bem entregues. No meio de todo aquele show, algo me chamou atenção: o discurso de agradecimento! Nenhum, absolutamente NENHUM dos que receberam agradeceu a Deus pela conquista, nem como simples clichê.

Agradeceu-se aos pais, aos cônjuges, aos amigos, aos concorrentes, aos produtores, aos colegas de trabalho, etc, etc e etc, mas não se ouviu nenhuma vez no teatro Kodac a expressão "Thanks God". Este é o retrato do secularismo norte americano. Aquela que já foi a maior nação protestante do mundo, criada e estabelecidos sobre os principios cristãos hoje não se digna a agradecer a Deus por uma vitória insignificate como o Oscar, repito, nem mesmo como clichê!

O secularismo americano se reflete no Brasil e o secularismo do Brasil, se reflete nas igrejas brasileiras. Será que temos realmente dado graças a Deus por suas muitas bençãos? Será que temos o coração verdaeiramente agradecido a Deus pelas vitorias que alcançamos? Ou temos creditado a nosso próprio esforço e intelecto as dádivas que vêm do céu?

Quero sempre me achegar a Deus com o coração agradecido, como diz as escrituras "Em tudo dai graças porque esta é a vontade de Deus" (I Ts. 5:8). "Dando por tudo sempre graças a nosso Deus e Pai, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (Ef. 5:20), "Entrai por suas portas com gratidão e em seus átrios com hinos de louvor" (Sl. 100:4).

Por isso quero agradecer primeiramente a Deus por cada uma das bençãos que mesmo não merecendo, nunca me deixou faltar.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Eu tenho fome e sede

No contexto de materialismo e secularismo que invade cada vez mais as igrejas evangélicas, a propaganda de prosperidade atrai centenas de fiéis, viver o aqui e agora e juntar o máximo de riquezas possível tem sido a palavra de ordem para muitos "irmãos". Antes de combater, porem, neste engodo sedutor da ganância e soberba que abomino com todas as forças, não posso deixar de perceber que há na Bíblia uma promessa de fartura, talvez somente uma e não pode ser desprezada: A fartura prometida aos que têm fome e sede de justiça! (Mt.5:6).

Quando agente vive no país da impunidade e da corrupção ficamos sedentos por justiça. Quando vemos fraude na disputa das escolas de samba resultar em cadeia e assassino adolescente de uma criança de 3 anos ficar em liberdade, sentimos sede. A fome de justiça nos consome quando vemos rapazes arquitetarem o estupro de suas próprias amigas como presente de aniversario. seca-se a nossa garganta quando vemos o miserável na rua mendigando em condições subumanas enquanto artistas e jogadores esbanjam seus milhões e milhões. Somos tomados pela fome e sede de justiça quando vemos a ganancia do homem levar ao massacre animais inocentes. Quando vemos que os impios prosperam e os verdadeiramente santos são duramente perseguidos lamentamos a injustiça prevalecente. Quando vemos o corpo de um dos mais notáveis pastores da nossa geração saindo pela porta de casa dentro de um saco, brutalmente assassinado pelo filho adotivo, com lágrimas nos olhos dizemos "até quando, ó verdadeiro e santo dominador, não julgas e vingas este sangue dos que habitam sobre a terra?" (Ap. 6:10). Quando se vive dia a dia com a injustiça, a desiqualdade, a violência e a maldade, desejamos acima de tudo justiça.

Acho que nenhum outro sentimento descreveria melhor a sensação que sinto quando paro, por um segundo, para ver o mundo que cerca, além de fome e sede de justiça. Fome da justiça de Deus, que se levantará contra toda iniquidade, que punirá todo pecado, a justiça de Deus que afastará da sua presença todos aqueles que praticam a iniquidade, que dará fim a prosperidade dos ímpios, que se oporá a toda soberba e humilhará o homem de olhos altivos. A justiça que será revelada no dia do juiízo final quando as tarças da ira de deus forem derramadas sobre a Terra e levantar-se o grande tribunal do Cordeiro. Tenho Sede! Sede da justiça de Deus revelada na cruz , que foi manifesta não para punir mais para redimir os homens, justiça que se revela no fruto do Espírito, na santidade. Tenho sede de ver essa justiça transbordante na igreja e evidenciada na vida de cada cristão, a justiça que vem da justificação, que não pode ser separada das boas obras, que não pode ser negligenciada, que não pode ser escondida. Tenho sede da justiça de Deus cada vez mais abundante no verdadeiro cristão, a começar em mim.

Esta é a fome e a sede que levariam o ser humano a loucura e a total desesperança se não fosse a promessa divina de prosperidade. Quando vejos os noticiários o desepero da injustiça da lugar a esperança da promessa de fartura, não importa quão injusto seja este mundo um dia serei farta da justiça de Deus. Um dia Deus colocará por terra todo homem arrogante e vingará o sangue dos seus santos derramados sobre a terra desde Abel, os mátires cristãos, os irmãos perseguidos e também o bispo Robson Calvalcanti. Um dia a terra será restaurada e não haverá mais pecado, não haverá mais impunidade, nem injustiça.

Que doce esperança...